China Cancela 12 embarques ao Brasil até Julho

Columbia Trading • 11 de maio de 2020

A desaceleração na economia brasileira já provocou o cancelamento de 12 embarques que viriam da China, entre os meses de maio e julho. Com isso, o Brasil deverá perder 19% de sua capacidade de exportação em contêineres para o país asiático nos próximos meses, segundo levantamento da Solve Shipping.


O problema não chegará a derrubar as vendas para fora do país, que seguem se beneficiando da desvalorização do real, mas deverá elevar os custos das empresas, que terão que concorrer por espaço nos navios.


A queda na capacidade deve-se à diminuição das importações vinda da China: como vêm menos navios ao Brasil, faltam embarcações e contêineres no país, o que pode limitar também as atividades de exportadores que utilizam os equipamentos.


O problema já aconteceu nos últimos dois meses, quando a China vivia o auge da epidemia da covid-19. Nesse período, em que diversos terminais portuários chineses chegaram a fechar, houve um acúmulo de contêineres na Ásia e uma escassez no restante do mundo.


No Brasil, a falta de equipamentos foi sendo resolvida ao longo de abril, com a vinda de contêineres adicionais, mas deverá voltar a ser um problema a partir do próximo mês.


Dos 12 cancelamentos de viagens já previstos para os próximos três meses, dois ocorrerão em maio, sete, em junho e já há outros três confirmados para julho. O motivo é a queda nas atividades na economia brasileira, com o fechamento de indústrias e varejo em meio à pandemia da covid-19, afirma Leandro Barreto, sócio da consultoria.


 “Até agora, o problema tem sido tratado com a vinda de ‘extra loaders’ [navios adicionais] e o desvio de cargas por outras rotas, com transbordo no Caribe ou no Mediterrâneo, por exemplo. São alternativas, mas que aumentam o tempo e o custo da viagem, e que demandam mais planejamento e fluxo de caixa”, diz ele.


Além dos cancelamentos de viagens, outro potencial entrave é o acúmulo de contêineres na própria costa brasileira. Isso tem ocorrido porque, com a alta do dólar perante o real, muitos importadores têm retardado a nacionalização da carga.


Em alguns terminais alfandegados em Itajaí (SC), por exemplo, houve uma alta de 30% no número de contêineres armazenados entre fevereiro e março.


Com o dólar favorável às vendas para fora, a perspectiva é que o gargalo logístico não impedirá o crescimento das exportações de setores importantes que dependem de contêineres, mas poderá limitar um avanço ainda maior, avalia Andrew Lorimer, diretor da consultoria Datamar. As exportações brasileiras para a China tiveram um avanço de 4% no primeiro trimestre, mesmo com o mês de março já sofrendo impactos da pandemia, diz ele.


Apesar da situação preocupante na rota China-Brasil, Barreto, destaca que outros percursos marítimos continuam estáveis. Fora os 12 cancelamentos, há apenas outros três navios que deixarão que chegar à costa brasileira nos próximos três meses: dois deles vindos da Costa Leste dos Estados Unidos e um da Costa Oeste da América do Sul.


Fonte Internet: Valor Econômico, 11/05/2020

Gostou deste conteúdo? Compartilhe em suas redes!

12 de agosto de 2026
O que é Supply Chain Finance and Performance? Supply Chain Finance and Performance (SCFP) é um conjunto de soluções financeiras que conecta compradores, fornecedores e instituições financeiras para otimizar o capital de giro ao longo da cadeia de suprimentos — sem que isso dependa exclusivamente de crédito bancário tradicional. Na prática, o Supply Chain Finance and Performance permite que uma empresa alongue prazos de pagamento, antecipe recebíveis de fornecedores ou financie estoque e importações de forma estruturada, reduzindo a pressão sobre o caixa em cada etapa da operação. Segundo o Bank of America, o Supply Chain Finance and Performance é, essencialmente, uma evolução dos métodos tradicionais de financiamento comercial — como as cartas de crédito, usadas há séculos — mas aplicada de forma mais integrada, digital e conectada à operação real da empresa. Por que esse tema ganhou tanta relevância O mercado de Supply Chain Finance and Performance não é um nicho pequeno. De acordo com o World Supply Chain Finance and Performance Report 2025 (Citigroup), o mercado global de SCFP atingiu US$ 2,65 trilhões em 2025, com os fundos em uso ultrapassando US$ 1 trilhão pela primeira vez na história. Ainda assim, há um dado que chama atenção: Segundo a McKinsey, quase 80% dos ativos elegíveis em cadeias de suprimento não se beneficiam de um financiamento de capital de giro mais eficiente — e o restante costuma ser financiado de forma pouco otimizada. Ou seja: a maioria das empresas está deixando dinheiro na mesa, simplesmente por não estruturar essa parte da operação. Como o Supply Chain Finance and Performance funciona na prática De forma simplificada, o SCFP atua em três frentes principais: 1. Otimização de prazos com fornecedores A empresa compradora consegue prazos mais longos para pagar, enquanto o fornecedor recebe antecipadamente através de uma instituição financeira — geralmente com taxas mais baixas do que uma linha de crédito comum, já que o risco está atrelado à nota fiscal aprovada, não ao fornecedor isoladamente. 2. Financiamento de importação e estoque Em vez de desembolsar caixa próprio para importar ou manter estoque estratégico, a empresa estrutura o financiamento de forma conectada ao ciclo real da operação — da compra internacional até a venda final. 3. Redução do custo de capital na cadeia Estudos indicam que programas de SCFP podem reduzir o custo de financiamento dos fornecedores em 25% a 30%, tornando a cadeia inteira mais eficiente — não apenas o comprador. Qual o impacto real no caixa da empresa? Empresas que estruturam bem o Supply Chain Finance and Performance conseguem: Liberar capital de giro sem reduzir estoque ou operação Sustentar crescimento sem depender apenas de crédito bancário tradicional Reduzir riscos cambiais e de prazo em operações de importação Melhorar a previsibilidade financeira de toda a cadeia Em outras palavras: o supply chain deixa de ser apenas uma fonte de custo operacional e passa a atuar como uma alavanca real de performance financeira. Supply Chain Finance and Performance é só para grandes empresas? Não necessariamente. Embora grandes corporações tenham sido as pioneiras na adoção de SCFP, o modelo tem se tornado cada vez mais acessível — especialmente através de parceiros especializados em comércio exterior e estruturação financeira, que conseguem desenhar soluções sob medida mesmo para operações de médio porte. Conclusão Supply Chain Finance and Performance não é apenas uma tendência financeira — é uma resposta direta a um problema real: capital imobilizado ao longo da cadeia de suprimentos, muitas vezes sem visibilidade clara para quem toma decisão. Empresas que entendem e aplicam esse conceito ganham uma vantagem competitiva silenciosa: crescem com mais previsibilidade, sem pressionar o caixa. Fontes: Bank of America — What Is Supply Chain Finance and Performance? Optimizing Working Capital Citigroup — World Supply Chain Finance and Performance Report 2025 McKinsey & Company — Supply-Chain Finance: A Case of Convergent Evolution?
6 de julho de 2026
Descubra como uma consultoria em comércio exterior fortalece o fluxo de caixa, reduz riscos e aumenta a competitividade das empresas em 2026.
1 de junho de 2026
Entenda como crédito para importação e financiamento em comércio exterior fortalecem o fluxo de caixa, viabilizam projetos e aumentam a competitividade da sua empresa.
Carregar Mais