Economia Lança Ferramenta com Informações sobre Acordos Comerciais

Columbia Trading • 13 de janeiro de 2021

O Ministério da Economia lançamentos, uma nova ferramenta para compartilhamento de informações sobre acordos comerciais negociados e em negociação pelo Brasil. A solução sucederá o Sistema de Consultas sobre Tarifas, Regras de Origem e Serviços dos Acordos Comerciais Brasileiros (Capta). “O desenvolvimento da inspirou-se nas melhores práticas internacionais e está em linha com os compromissos assumidos internacionalmente pelo Brasil, como o de publicidade do Acordo sobre Facilitação de Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC), e com os princípios da transparência e da governança na agenda de comerciais ”, explica o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.


A negociação de acordos comerciais é um dos pilares da estratégia do Governo Federal para ampliação da inserção do Brasil no comércio internacional. A ferramenta nova melhora a acessibilidade às informações sobre o andamento das mulheres, assinatura e entrada em vigor dos acordos, disponíveis e compromissos realizados. “Isso garante maior previsibilidade e transparência, além de facilitar o acesso do setor privado brasileiro e da sociedade civil aos elementos essenciais dos acordos comerciais, para que usufruir plenamente de todos seus benefícios”, comenta o secretário.


A ferramenta está disponível no portal do Siscomex e é composta por duas páginas principais:


– Acordos Comerciais: informações fácil acesso sobre todos os acordos comerciais ou em negociação pelo país.


– Preferências Tarifárias: ferramenta de navegação simples que permite a busca por tarifas tarifárias para importação ou exportação, discriminadas por país parceiro, código tarifário ou nome do produto.


O processo de desenvolvimento da ferramenta envolver não só a atualização de todo o conteúdo relacionado a acordos comerciais, mas também a padronização da publicação das informações a partir do formato moderno e acessível.


O setor privado e a sociedade civil já podem consultar a nova ferramenta. Estão disponíveis os sete primeiros acordes para uma visualização otimizada, reorganizada de forma a melhorar a acessibilidade das informações. A previsão é de que todas as atualizações recuperadas em abril de 2021.


Cronograma de atualização

Dezembro / 2020: Lançamento da ferramenta


– Preferências Tarifárias: informações sobre privilegiadas em vigor para a importação


– Acordos Comerciais: informações atualizadas e padronizadas sobre os seguintes acordos:


• Brasil – Estados Unidos

• Brasil – Uruguai (ACE 02)

• Brasil – Argentina (ACE 14)

• Mercosul – México Automotivo (ACE 55)

• Mercosul – União Europeia

• Mercosul – EFTA

• Mercosul – Israel


Fevereiro / 2021:


– Acordos Comerciais: continuação da atualização e padronização de acordos em vigor; atualização de rodadas negociadoras e outras informações públicas sobre as negociações em curso.


Abril / 2021:


– Acordos Comerciais: conclusão da atualização e padronização da página de acordos comerciais.


– Preferências Tarifárias: conclusão da atualização da ferramenta.


Acordos comerciais

A negociação de acordos comerciais é um importante fator na inserção da economia brasileira no comércio internacional. Esses acordos permitem o acesso dos agentes produtivos nacionais a insumos e tecnologias de ponta, além de concorrência no mercado doméstico, com estímulos à inovação e à produtividade. Esse processo também traz fonte positiva para a empresa doméstica nos mercados estrangeiros e oferece produtos mais baratos e mais variados aos consumidores brasileiros.


Os resultados dessa estratégia puderam ser verificados desde 2019, com a conclusão das consequências comerciais com União Europeia, com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), Argentina e Paraguai (acordos automotivos), México (restabelecimento do livre comércio automotivo e ampliação para exclusão de veículos pesados), Estados Unidos (pacote comercial sobre facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e anticorrupção) e no âmbito do Mercosul (Protocolo sobre Facilitação de Comércio e Protocolo de Comércio Eletrônico).


Em 2020, foram avanços importantes nas áreas com Canadá, Coreia do Sul, Singapura, Líbano e Israel. Foram seguidos, também, mandatos negociadores para acordos de livre comércio com Vietnã e Indonésia e há grande expectativa de lançamento de novas frentes de negociação com México e países da América Central e Caribe, além de diálogos exploratórios com Reino Unido, Índia e Japão. Além disso, o país formalizou em maio de 2020 a decisão de aderir ao Acordo sobre Compras Governamentais (GPA, na sigla em inglês) da Organização Mundial do Comércio (OMC).


Fonte Internet: Ministério da Economia, 21/12/2020

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12 de agosto de 2026
O que é Supply Chain Finance and Performance? Supply Chain Finance and Performance (SCFP) é um conjunto de soluções financeiras que conecta compradores, fornecedores e instituições financeiras para otimizar o capital de giro ao longo da cadeia de suprimentos — sem que isso dependa exclusivamente de crédito bancário tradicional. Na prática, o Supply Chain Finance and Performance permite que uma empresa alongue prazos de pagamento, antecipe recebíveis de fornecedores ou financie estoque e importações de forma estruturada, reduzindo a pressão sobre o caixa em cada etapa da operação. Segundo o Bank of America, o Supply Chain Finance and Performance é, essencialmente, uma evolução dos métodos tradicionais de financiamento comercial — como as cartas de crédito, usadas há séculos — mas aplicada de forma mais integrada, digital e conectada à operação real da empresa. Por que esse tema ganhou tanta relevância O mercado de Supply Chain Finance and Performance não é um nicho pequeno. De acordo com o World Supply Chain Finance and Performance Report 2025 (Citigroup), o mercado global de SCFP atingiu US$ 2,65 trilhões em 2025, com os fundos em uso ultrapassando US$ 1 trilhão pela primeira vez na história. Ainda assim, há um dado que chama atenção: Segundo a McKinsey, quase 80% dos ativos elegíveis em cadeias de suprimento não se beneficiam de um financiamento de capital de giro mais eficiente — e o restante costuma ser financiado de forma pouco otimizada. Ou seja: a maioria das empresas está deixando dinheiro na mesa, simplesmente por não estruturar essa parte da operação. Como o Supply Chain Finance and Performance funciona na prática De forma simplificada, o SCFP atua em três frentes principais: 1. Otimização de prazos com fornecedores A empresa compradora consegue prazos mais longos para pagar, enquanto o fornecedor recebe antecipadamente através de uma instituição financeira — geralmente com taxas mais baixas do que uma linha de crédito comum, já que o risco está atrelado à nota fiscal aprovada, não ao fornecedor isoladamente. 2. Financiamento de importação e estoque Em vez de desembolsar caixa próprio para importar ou manter estoque estratégico, a empresa estrutura o financiamento de forma conectada ao ciclo real da operação — da compra internacional até a venda final. 3. Redução do custo de capital na cadeia Estudos indicam que programas de SCFP podem reduzir o custo de financiamento dos fornecedores em 25% a 30%, tornando a cadeia inteira mais eficiente — não apenas o comprador. Qual o impacto real no caixa da empresa? Empresas que estruturam bem o Supply Chain Finance and Performance conseguem: Liberar capital de giro sem reduzir estoque ou operação Sustentar crescimento sem depender apenas de crédito bancário tradicional Reduzir riscos cambiais e de prazo em operações de importação Melhorar a previsibilidade financeira de toda a cadeia Em outras palavras: o supply chain deixa de ser apenas uma fonte de custo operacional e passa a atuar como uma alavanca real de performance financeira. Supply Chain Finance and Performance é só para grandes empresas? Não necessariamente. Embora grandes corporações tenham sido as pioneiras na adoção de SCFP, o modelo tem se tornado cada vez mais acessível — especialmente através de parceiros especializados em comércio exterior e estruturação financeira, que conseguem desenhar soluções sob medida mesmo para operações de médio porte. Conclusão Supply Chain Finance and Performance não é apenas uma tendência financeira — é uma resposta direta a um problema real: capital imobilizado ao longo da cadeia de suprimentos, muitas vezes sem visibilidade clara para quem toma decisão. Empresas que entendem e aplicam esse conceito ganham uma vantagem competitiva silenciosa: crescem com mais previsibilidade, sem pressionar o caixa. Fontes: Bank of America — What Is Supply Chain Finance and Performance? Optimizing Working Capital Citigroup — World Supply Chain Finance and Performance Report 2025 McKinsey & Company — Supply-Chain Finance: A Case of Convergent Evolution?
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